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Seis meses na dieta cetogênica

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Seis meses na dieta cetogênica

Esse post está atrasadinho, mas resolvi postar assim mesmo para manter o registro. No fim de novembro completei seis meses na dieta cetogênica e no geral a experiência foi muito boa, apesar de desafiadora.

No post do porque comecei a dieta cetogênica comentei que faria algumas mudanças para tentar acelerar a perda de peso e de fato fiz. No fim de agosto eu conversei com minha prima top nutri, Paula Mello, sobre as dificuldades que estava enfrentando. Eu também estava com receio de não estar com a alimentação cetogênica como eu pensava, já que nunca tinha parado para calcular os macros direitinho e montar cardápio. Paula fez essas contas e vimos que o problema não era a alimentação, eu estava comendo pouquíssimo carboidrato mesmo. Analisando vários fatores, uma das sugestões foi que eu aumentasse minha ingestão de proteína e isso envolveria comer mais do que eu estava comendo.

Confesso que foi mais difícil do que imaginei. Mesmo com um plano alimentar muito bem feito, comer sem fome requer planejamento e força de vontade. Eu simplesmente não consegui inserir absolutamente nada no café-da-manhã (naturalmente já não tenho fome de manhã), continuei com o bulletproof coffee. Daí sobrou menos horários para inserir refeições.

Acabei optando por utilizar whey protein para alcançar as metas e mesmo assim acredito que em média só consegui 70% da vezes. O cuidado maior que tive foi com a quantidade de proteína do almoço que é uma variável mais fácil de eu controlar. Parece loucura dizer que tive dificuldade para comer MAIS, mas comer basicamente “bicho e planta”, e sem fome, é realmente difícil para mim.

Outra coisa que também me comprometi a melhorar foi a atividade física. Atividade aeróbica, principalmente. Eu não gosto nem um pouco e sempre me apoiei na ideia de que “para emagrecer o mais importante é a alimentação” para fugir de qualquer atividade do tipo. Mas como sempre, cada caso é um caso, e no meu apenas cuidar da alimentação não estava sendo suficiente. Resolvi ao menos tentar correr na esteira, além de manter a musculação.

Por diversos motivos, também não consegui aumentar a atividade física como eu planejei. Contudo, comecei a correr de forma intervalada e consegui inserir mais uns dias de esteira. Não foi nem perto do que planejei, mas muito melhor do que eu vinha fazendo.

Mesmo “aos tranco e barrancos” o resultado depois de dois meses foi um aumento de massa muscular e perda de gordura que me animaram, apesar do peso continuar quase igual (perdi gordura e ganhei massa de forma equivalente). Mesmo percebendo no corpo as mudança, ver o peso na balança com pouca mudança não é fácil. Fica uma eterna dúvida se as coisas estão caminhando ou se só estou perdendo tempo.

Por isso, ter ajuda profissional fez muita diferença. O acompanhamento através das avaliações físicas e orientações feitas por Paula me ajudaram a manter foco.

Para novembro, coloquei uma meta de fazer a dieta da forma mais certinha possível (em termos de proporção dos macros) com acompanhamento diário dos corpos cetônicos. Eu queria chegar em uma cetose mais profunda e aprender mais sobre os alimentos e situações que impactam na cetose.

As coisas não saíram como eu esperava (qual a novidade?), mas mesmo assim foi um mês de muito aprendizado. Inclusive, aprender a hora de parar. Mas essa história merece um post à parte…

Pra finalizar, em dezembro eu saí da cetogênica e voltei para a lowcarb fazendo exceções nos eventos de fim de ano. Ao final desse período de dieta cetogênica, perdi quase 7 quilos, comecei a mudar minha composição corporal e, o melhor, cheguei a valores de triglicérides mais baixos que tenho registro, 66 mg/dL! Depois de 2010 comecei a registrar valores de triglicérides acima do desejável e, mesmo depois de com a lowcarb eu ter conseguido entrar “na faixa”, permaneci com valores acima de 100 mg/dL (2008 é meu registro mais antigo e melhor, 82). Mais uma prova que cetogênica não se resume a perda de peso. 🙂

Agora em janeiro estou voltando para a alimentação very lowcarb (cetogênica), mas sem focar na cetose. Ainda quero perder peso e seguir melhorando a composição corporal. Também estou sentido falta dos benefícios da cetose e por isso pretendo logo fazer outro período cetogênico. Afinal, 2020 tá só começando!

4 COMMENTS

  1. Oi Carol, que bom ter notícias suas! Eu me identifico muito com você na vontade e necessidade de fazer uma dieta mais fiel, mas na vida real, nem sempre segue o script certinho, devido o tempo disponível e no meu caso, a condição financeira também, pois passo em vários mercados para selecionar preços e qualidade e com isso toma muito o meu tempo, e algumas vexes não cabe no meu orçamento. Queira ou não queira, a dieta com menos carboidrato doze, vai ficando mais caro, ou o carboidrato que é barato demais. Seria tão mais fácil se eu não perdesse peso com facilidade, porque amo aerobica e se eu pudesse comeria menos, mas estpu abaixo do peso. Também não estou exercitando como a mesma frequencia, princ. a musculação, mas estou devagar e sempre, acho mais importante.
    Conciliar tudo não é tarefa fácil, pois a sociedade não colabora para facilitar no nosso dia a dia,
    Eu optei por fazer a dieta que você chama de ”very low carb” pelos motivos que já citei e tem dado certo, a minha glicemia está normalizando! saindo da pre-diabetes, graças a Deus!
    O meu triglicerideos sempre foi baixo, vc está no caminho certo, tem que dar essa faixa de valor. E meu maior calo, era a glicemia, pode crer estava muito dificil de baixar, mas eu prometi a mim mesma, que ia fazer de tudo para tentar e mudei de estrategia, jejum intermitente de 12 a 14 horas, não fazer refeição principal em menos de 5 horas, e tem dado certo pra mim, sem perder muito peso, pois eu só conseguia baixar a glicose com a perda de peso, por isso fiquei impressionada agora, Também estou tomando vanádio, que ajuda na glicemia.
    Eu pretendo ser mais rigorosa no carboidrato, porque quero atingir a meta de hemoglobina glicada de 5,0%, meu último exame deu 5,4% e já chegou a 5,9% em abril/18. Todo cuidado é pouco porque a minha glicemia piora fácil e Deus me livre depender de remédios de farmácia.
    Quanto ao final de ano, a única escapulida minha foi fazer um bolo de banana madura, e mesmo assim eu usei 2 bananas para uma assadeira e comi diversas vezes, kkkk Feliz 2020 e conte com a nossa força, que você não está sozinha nesse estilo de vida recompensador e libertador.

    • Oi Daniela!
      Realmente para transformar em estilo de vida é uma luta constante. Tb acho mais importante ir devagar e sempre. O foco na saúde, me ajuda mais do que manter o foco no peso.
      Fico feliz que você está conseguindo encontrar estratégias para normalizar a glicemia e baixar a HbA1C. Eu tenho meu pai e toda a família paterna mais velha, diabética. Por isso sempre estou de olho também nesses marcadores. Não quero depender de remédios (uma fortuna!).
      Siga firme que os resultados a longo prazo valem a pena!
      bjos

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