Ideal x Real

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Mudar hábitos alimentares traz, entre outras coisas, uma consciência maior sobre a qualidade do que comemos. Quanto mais estudamos, mais questões são levantadas e, invariavelmente, conflitos aparecem.

Como deve ser a alimentação ideal de uma pessoa saudável? Essa é daquelas perguntas de difícil resposta.

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Atualmente acreditamos que a alimentação ideal é aquela baseada nos conceitos páleo/low-carb. Comida de verdade e poucos carboidratos.

O que comer

  • Carnes de animais criados com sua alimentação natural, ou seja, sem ração e afins.
  • Vegetais cultivados sem agrotóxicos e afins.
  • Gordura natural
  • Ovos caipiras
  • Nozes
  • Derivados do leite*

Não comer

Comer com moderação

  • Frutas
  • Raízes
  • Álcool

*O consumo de leite não é indicado, porém o consumo dos seus derivados depende de cada organismo e da “corrente” que se segue.

Isso é o que acreditamos e almejamos alcançar. Mas é assim que comemos sempre?

Claro que não. Os motivos variam entre nós, mas acredito que os dois principais sejam:

    1. Mudar não é fácil e, obviamente, nós não nos livramos de velhos vícios, gostos, e desejos num piscar de olhos;
    2. O acesso aos produtos naturais/orgânicos/artesanais é bem complicado e caro.

Eu, Carolina, adoro doces e massas e não cheguei num nível espiritual elevado o suficiente para não mais ter prazer com essas coisas. Também adoro carne e por isso nunca me comovi o suficiente com os bichinhos para deixar de comê-los… talvez meu espírito não seja nem um pouco elevado… 😛

Quanto a qualidade dos produtos que chegam a minha mesa, eu por enquanto só lamento, porque quase 100% do que compro é em supermercado. A carne pode até ser Friboi, mas na prática TUDO ali, por mais natural que pareça ser, já sofreu alguma interferência. Seja para conservar, aumentar a produção, evitar pragas… enfim, bom mesmo é ter acesso a pequenos produtores… um dia eu chego lá.

Eu creio que com o tempo a consciência fala cada vez mais alto e nós vamos simplesmente nos livrando dos velhos vícios, eu já sinto a diferença na forma como encaro a comida. Não vou dizer que chegarei a ficar sem açúcar forever, porque HOJE eu não vejo como. Imagino que será como álcool, uma vez ou outra, em algumas ocasiões. Mas quem sabe, né? Talvez eu me ilumine! Hehehe

Quanto a qualidade dos alimentos, eu tenho prestado bastante atenção aos rótulos e, sempre que possível, preferido comprar algumas coisas em feiras e vendinhas de bairro.

Bom, então é isso, o que eu quero com esse post é mostrar como é importante ter consciência de qual deve ser a alimentação ideal, mas ao mesmo tempo perceber que na prática nem sempre é possível seguir tudo ao pé da letra. O importante é sempre fazer o melhor possível!

Nota de protesto: EU QUERO NATA EM SALVADOR!

4 COMMENTS

  1. Carol, também reflito sobre isso… Aqui em SP o acesso a tudo é muito facil, mas isso não quer dizer que seja barato, e digo mais: confiavel.

    Resta acreditar que nossas verduras cultivadas com agrotoxicos, os ovos de granja e as carnes de animais alimentados com ração ainda são melhores que os alimentos encaixotados que ocupam 80% dos supermercados.

    Estamos tentando ter o melhor, mesmo que isso não seja o excelente.

    Abraço.

  2. Postagem maravilhosa! Eu já me peguei várias vezes pensando nisso… E penso naquela questão de o bom ser amigo do ótimo. Porque onde moro (uma cidade pequena em Minas Gerais) não encontro orgânicos a menos de o triplo do preço do alimento convencional.

    Depois que tirei o trigo da minha vida (apesar de, humana e viciada como ainda sou, comer isso de vez em quando) vi o quanto “comida de verdade” sai caro e não é tão fácil assim de achar. Me pego pensando se o boi comeu bastante grãos e tá cheio daquilo tudo que eu evito… E aí penso exatamente como você disse: faço o que eu posso, da melhor maneira possível! Mesmo que às vezes não saia tão bom assim…

    Mudei vários hábitos alimentares, mudei até o paladar. Mas confesso: os doces estão atrapalhando minha dieta todo santo dia… Hábitos… Como são difíceis de se mudar!

    Bom final de semana pra você!

    • Olá Michele, obrigada pelo elogio! 😀
      É assustador pensar que quase tudo que comemos é, em certo grau, “processado”. Eu questiono muito a origem dos alimentos, mas tento não deixar isso me impedir de buscar sempre as melhores alternativas dentro da minha realidade.
      Você é de Minas! Que delícia! 🙂 Eu comprei uma peça de queijo canastra pelo ML direto do produtor. Morria de vontade de provar….hehehe. E acredite, saiu mais barato que comprar queijo comum aqui no mercado (mesmo pagando frete!)
      Beijo!

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